
A distância
é como o fogo e o vento,
apaga o grande e aviva o pequeno.
Enquanto te relembro,
olho o céu
e em cada estrela que vejo
ponho um beijo meu.
Quando te sentires só,
abre a janela,
a brisa da manhã é um toque meu,
os raios de sol que te aquecem
sou eu que te abraço.
Quando o vento
tocar o teu rosto são beijos meus.
Beijo de saudade,
lágrimas de felicidade
em pequenos toques de ternura.
A água
que desliza no teu corpo
é gotejar de desejo que nos inunda.
Ansiedade do teu corpo lascivo,
onde percorre a minha língua numa apoteose sem fim.
O lençol da cama
é a minha alma em chama,
desfolhada na ausência
onde és rei e senhor da saudade.
Paixão e dor.
Entro em coma,
não quero acordar.
O vento,
a chuva,
as árvores e o mar,
todos eles me segredam:
“falta pouco para ele voltar”