DESERTAS E NUAS

Abro a janela,
o sol beija-me,
o vento cumprimenta-me,
os pássaros e os grilos fazem jus à natureza.

A saudade de te rever
por momentos ficou pequena.

Saio de casa
vagueando ruas desertas e nuas.

Sinto falta
do teu sorriso,
dos teus braços de paixão,
beijos aprisionam-me os sentidos,
rasgos de loucura usurpam-me o íntimo.

Sangro da alma.

O coração
grita flagelado
de sorrir parado,
onde sepulto a minha dor.

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